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    • 6º de distância — Mapas Capa
      por Cochise César cidades são feitas de esquinas metáfora materializada das escolhas e, pequeno nessas ruas mapeadas, não sei se me acolhe ou amedronta me gasto nas ruas, me ralo no asfalto deixar como almíscar o suor,             como oferenda o sangue,             como pixo as lágrimas, me acabo em fazer da cidade humana me imprimo, tinta, nas folhas cada vez mais sujas em que está impresso o…
    • Linha 47, Bandeiras/Pasárgada – via Fundão — Os Amigos do Rei Capa
      por Cochise César Nas ruas de Pasárgada os nóias latrocinam os amigos do rei. Nos quartos de Pasárgada as mulheres que não querem são obrigadas a deitar com os amigos do rei. Nas festas de Pasárgada o doce é caro e ruim, menos para os amigos do rei. Nas fábricas de Pasárgada o povo trabalha triste para os alegres amigos do rei. Mas, entre as frestas de Pasárgada, o refugo humano desprezado pelos amigos do rei, pixa o muro: “Os poetas não são amigos do…
    • 7 dias — Lagarta Tardia Capa
      por Cochise César na Formidável Fealdade Roliça Inchada Insone sem osso mas epitelial espinho Sorve Serve o ácido só o ácido sustém a estase só o ácido mantém a espera só o Ácido o Nada o Vício só o ácido afasta o abismo Vem de enlevo fino ovo findo o gesto improvável estatística Viva em tudo eterno retorno nascida fome insaciável vírus consumir beleza seiva viço guardar riqueza aguardado instante em futuro incerto de certeza plena virar do avesso vestir beleza guardar o ácido o ranço o vício para o…
    • 7 meses — me-ta-mor-fo – me-ta-form-ma Capa
      por Cochise César As moiras Seguem fiando sem se importar com os destinos humanos que manipulam com seus olhos cegos                   suas unhas tortas                   agulhas afiadas as moiras seguem manipulando seu tear Os humanos seguem puxados por fios que fingem não ver e escrevem livros e criam ciência para os esconder As sádicas…
    • 1/0 — Para M Capa
      por Cochise César “Todos os poetas do mundo falam de amor” E eu?                     se seu sorriso me espanta palavras                     o silêncio                     meu…
    • 200 dias letivos — A Pele Capa
      por Cochise César Os livros do meu ensino médio diziam que a pele é o maior órgão do corpo humano. Descartes dizia que as sensações, como as da pele, podem ser, todas, mentiras e que só a razão é fiadora da verdade. Mas a verdade não importa. A pele encerra dentro da carne uma alma a proteger, que, subpelína periscopeia a terra devastada de fora enquanto erra na terra devastada de…
    • 1877 — Guarantã – Canto Último: o mito da morte do guerreiro Capa
      por Cochise César um guerreiro triste guarda sua explosão em uma prateleira talvez a use provável não. Guarantã, guerreiro triste não veste mais a máscara de apocalipse guerreia um tanto, chora um tanto carrega derrotas, e derrotas, e derrotas... Guarantã procura a tribo dos que não se rendem dos que nunca aceitam dos que não escapam à sina Guarantã, era bem nascido, e foi como os demais, feliz. Depois, veio o mau destino, o mau gênio da vida... Guarantã sonhava ser químico então foi descoberto pelo…
    • 872 mensagens não lidas — Atrasado Capa
      por Cochise César Fotografei a calçada mas não te mandei Descobri o livro mas não te contei Encontrei o colar mas não devolvi Escrevi a carta mas não enviei inúmeros números inacabados povoam o palco que não subirei e quando o dia tiver acabado desejarei ainda mais que antes que me esqueça, ou esqueça o que prometi e não cumpri mas está cumprido aqui Preciso apenas que o mundo pare por um ano ou mais Preciso apenas de um tempo Para que esqueça para que eu esqueça um meteoro o palco um blecaute escureça o…
    • 1500 — Guarantã – Canto Primeiro Capa
      por Cochise César Não sou, não quero ser mais herói do que qualquer um Não sou, não quero ser mais herói do que qualquer um à noite insônia na cama angústia olhos fechados solidão à…
    • -XXX — Careta, carranca, caralho! Capa
      por Cochise César Colocaram correntes na escada que a gente sentava, caralho! Cortaram as árvores, tiraram os bancos, mataram a praça onde a gente protestava, caralho! Chamaram polícia, desceram cacete, nos expulsaram da Câmara que a gente ocupava, caralho! Fecharam carranca, botaram na rua, xingaram na sala, a gente que só se beijava, caralho! Fraudaram a planilha, aumentaram a passagem, cortaram os horários; nos processaram, caralho! Mutilaram o plano, humilharam os mestres, tratoraram o fórum, mentiram na…
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