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    Capítulos

    • por Cochise César O jantar tinha passado em silêncio completo. Só quando recolhia as vasilhas a mãe falou. — Como foi sua terapia? — Não é terapia. Ela já estava na cozinha lavando os pratos quando perguntou de novo. — E como foi? — Foi bom. — respondeu, sem conseguir falar algo que realmente significasse alguma coisa. — Eles são legais. Roberta foi para o quarto logo depois. As palavras de Paula não saíam da cabeça, mas não conseguia achar palavras para dizer para Agda o que queria.…
    • por Cochise César Tinham se separado depois da cena na escada para tirar fotos dos símbolos conhecidos e procurar novos. Já era quatro da tarde quando se reuniram sob a figueira, no fundo do pátio entre os prédios. A maioria dos alunos já tinha saído da escola e a sombra da figueira estava deserta. Pâmela parecia impaciente enquanto esperava Arthur cruzar o pátio a passo lento. Ele teve que esperar o grupo de teatro sair da sala para tirar sua foto, então era o último a chegar. — Ele podia andar rápido. —…
    • por Cochise César Duas horas depois do início oficial Guilherme determinou o fim do encontro. Roberta não tinha falado mais nada nesse tempo, só ouvido. Brigas de família, problemas banais e até alguns problemas sérios. Queria ficar e fazer algumas perguntas para Guilherme, mas também queria acompanhar o resto do Círculo e descer. Boa parte deles já estava no corredor quando viu Paula acenando com a cabeça, indicando a saída e a acompanhou. — Alguém desenhou um símbolo de magia negra no banheiro feminino.…
    • 3ª edição revista e ampliada — Pequenas esperanças humanas Capa
      por Cochise César Sem anjos salvadores que nos salvem, filosofias do absoluto que garantam. Nós, falhos, frágeis e franzinos; humanos, humildes e humilhados, tecemos nossas pequenas esperanças. Não maiores que nós, não clarões que rasgam a madrugada; chamas tíbias, bruxuleantes sob o vento na escuridão. Pequenas esperanças humanas, criadas por nós, que dependem de nós, que nós podemos alcançar. As únicas que podem nos…
    • Duas horas — A Pele Capa
      por Cochise César A pele exige o toque.                                      Quer pele contra si…
    • 6º de distância — Mapas Capa
      por Cochise César cidades são feitas de esquinas metáfora materializada das escolhas e, pequeno nessas ruas mapeadas, não sei se me acolhe ou amedronta me gasto nas ruas, me ralo no asfalto deixar como almíscar o suor,             como oferenda o sangue,             como pixo as lágrimas, me acabo em fazer da cidade humana me imprimo, tinta, nas folhas cada vez mais sujas em que está impresso o…
    • 7 meses — me-ta-mor-fo – me-ta-form-ma Capa
      por Cochise César As moiras Seguem fiando sem se importar com os destinos humanos que manipulam com seus olhos cegos                   suas unhas tortas                   agulhas afiadas as moiras seguem manipulando seu tear Os humanos seguem puxados por fios que fingem não ver e escrevem livros e criam ciência para os esconder As sádicas…
    • 1/0 — Para M Capa
      por Cochise César “Todos os poetas do mundo falam de amor” E eu?                     se seu sorriso me espanta palavras                     o silêncio                     meu…
    • 200 dias letivos — A Pele Capa
      por Cochise César Os livros do meu ensino médio diziam que a pele é o maior órgão do corpo humano. Descartes dizia que as sensações, como as da pele, podem ser, todas, mentiras e que só a razão é fiadora da verdade. Mas a verdade não importa. A pele encerra dentro da carne uma alma a proteger, que, subpelína periscopeia a terra devastada de fora enquanto erra na terra devastada de…
    • 1877 — Guarantã – Canto Último: o mito da morte do guerreiro Capa
      por Cochise César um guerreiro triste guarda sua explosão em uma prateleira talvez a use provável não. Guarantã, guerreiro triste não veste mais a máscara de apocalipse guerreia um tanto, chora um tanto carrega derrotas, e derrotas, e derrotas... Guarantã procura a tribo dos que não se rendem dos que nunca aceitam dos que não escapam à sina Guarantã, era bem nascido, e foi como os demais, feliz. Depois, veio o mau destino, o mau gênio da vida... Guarantã sonhava ser químico então foi descoberto pelo…
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