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    • por Cochise César — Uma interpretação comum d'A Tempestade é de Miranda como um arquétipo da descoberta da adolescência, do amor romântico… Aliás, Shakespeare é um dos primeiros a falar do amor romântico, junto com Dante. — Arthur colocou, para não deixar o debate morrer em meio a uma pausa. — Mas não é improvável que um jovem se identifique com Próspero, por exemplo. — Roberta finalmente fez a grande questão do seu fim de semana. — Não, claro, — Stephany, uma garota do teatro, retrucou…
    • por Cochise César Tinham se separado depois da cena na escada para tirar fotos dos símbolos conhecidos e procurar novos. Já era quatro da tarde quando se reuniram sob a figueira, no fundo do pátio entre os prédios. A maioria dos alunos já tinha saído da escola e a sombra da figueira estava deserta. Pâmela parecia impaciente enquanto esperava Arthur cruzar o pátio a passo lento. Ele teve que esperar o grupo de teatro sair da sala para tirar sua foto, então era o último a chegar. — Ele podia andar rápido. —…
    • por Cochise César Duas horas depois do início oficial Guilherme determinou o fim do encontro. Roberta não tinha falado mais nada nesse tempo, só ouvido. Brigas de família, problemas banais e até alguns problemas sérios. Queria ficar e fazer algumas perguntas para Guilherme, mas também queria acompanhar o resto do Círculo e descer. Boa parte deles já estava no corredor quando viu Paula acenando com a cabeça, indicando a saída e a acompanhou. — Alguém desenhou um símbolo de magia negra no banheiro feminino.…
    • por Cochise César Não foi difícil achar a mesa do Círculo no refeitório. No canto. — Isso é um filme americano? — Perguntou ao se sentar. — Não, mas bem-vinda à mesa dos excluídos. — Pâmela respondeu ao chiste. — Correu tudo bem ontem? — Paula perguntou à Pâmela assim que chegou à mesa. — Depois daquele episódio não me batem mais. — ela respondeu com a fleuma exagerada — E se não me batem está tudo bem. — Você não devia falar assim. — Paula retrucou. — Por quê?…
    • por Cochise César O jantar tinha passado em silêncio completo. Só quando recolhia as vasilhas a mãe falou. — Como foi sua terapia? — Não é terapia. Ela já estava na cozinha lavando os pratos quando perguntou de novo. — E como foi? — Foi bom. — respondeu, sem conseguir falar algo que realmente significasse alguma coisa. — Eles são legais. Roberta foi para o quarto logo depois. As palavras de Paula não saíam da cabeça, mas não conseguia achar palavras para dizer para Agda o que queria.…
    • por Cochise César O metal ainda borbulhava sob uma crosta, mas prestes a transbordar quando se fechou no box, respirando fundo o ar cheirando a desinfetante para acalmar o vulcão que queria acordar. Como esperaria, se tivesse tido tempo de pensar, em pouco a porta se abriu e alguém foi para o box do lado. — No início do ano eu levei um pé na bunda. — a voz vinda do outro lado era da garota gorda — O namoro era muito importante pra mim. — pausa — Saber que tinha alguém que gostava de mim, mesmo eu sendo…
    • por Cochise César Já estava subindo a escada quando deu meia volta e foi para os banheiros. Os blocos tinham o mesmo projeto, um espelhava o outro, uma árvore espelhava a outra. Não se espantou de encontrar Arthur de pé ao lado da entrada do banheiro feminino. — Também estou curioso, — ele disse à guisa de cumprimento — se é Malkut ou Taumiel. Ele tinha estudado sobre a Cabala e a Qliphot à noite, chamava as Sephira e Qliph pelo nome, Roberta constatou. Enquanto isso ela estava "sem internet" em casa,…
    • por Cochise César Não tinha sido difícil ficar para arrumar a sala com Arthur. Stephany saiu antes dele terminar a fala de encerramento das atividades e Pâmela foi imediatamente atrás. Os outros não demoraram. — O que há entre a Pâmela e a Stephany? — Roberta perguntou, apesar de querer perguntar mesmo é o que havia entre ele e Pâmela. — Dano colateral — ele respondeu enquanto embalava o resto dos biscoitos, sem alterar o tom de voz — Pâmela faz de tudo para me irritar tem um tempo. Acaba que a…
    • por Cochise César — Claro. Podem ficar até com tudo. — Cida respondeu indignada. — Sua mãe fez uma coisa muito errada em me dar tudo isso. — Ela está muito triste… — Roberta defendeu Agda no automático. — Meu filho também fez uma coisa muito errada com ela, — Beatriz interrompeu com voz suave — entendo ela estar com raiva. Mas dois erros… — Não fazem um acerto. — Cida completou. — Vou separar só umas coisas; quarta vou à Catanduva e pergunto o que ele quer guardar. — Beatriz…
    • por Cochise César O colégio era novo. Escola nova, cidade nova, casa nova. De certo modo família nova. Pelo vidro traseiro do carro o ontem se afastava, cada vez para mais longe enquanto o presente atravessava o para-brisa. — Como chama a escola? — Senador... — A mãe interrompeu o silêncio que sustentou toda a viagem para tentar lembrar — Senador alguma coisa. — Tinha ficado em silêncio quase o tempo todo nas últimas semanas e parecia querer continuar em silêncio. Tinha se refugiado no…
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