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    • por Cochise César O canto mais distante da escola, literalmente. Terceiro andar, última sala do prédio da direita, junto da figueira. — Eu acho que vai fazer bem para você, se entre as atividades do contraturno você optar pelo Aconselhamento — a supervisora disse tentando despir a máscara ameaçadora e calçar uma cara mais amigável. Claro que falhou. Aglomerados no corredor alguns alunos acenaram amigáveis assim que chegou na metade do corredor e ficou claro para onde ia. — Oi. — Disse uma garota…
    • por Cochise César Ia ignorar o cheiro de cigarro no banheiro, todo mundo sabe que tem gente que fuma escondida nos banheiros, estava pronta para voltar para casa, mas o all star vermelho com desenhos sob a porta era inconfundível. — Pâmela? — perguntou como apresentação. — Vai embora, novata. — ela ordenou como resposta. “Novata? Quem fala assim no dia a dia?”, Roberta se perguntou, mas respondeu um “tudo bem” Pâmela conseguia se encaixar em praticamente todos os clichês de adolescente…
    • por Cochise César — Um símbolo pagão na igreja? — Paula perguntou incrédula. Os alunos começavam a ir para suas atividades do contraturno e Arthur tentava convencer Paula a levá-los para dentro da sacristia, procurar um símbolo celta. — Pagão é uma palavra um pouco pesada. — Roberta reclamou. — Mas não é o que ele é? — Ela perguntou. — Ele é celta. — Marcus corrigiu — Pagão é que nem “bárbaro”. Uma palavra para colocar todos os outros no mesmo balaio, um balaio ruim. Você é…
    • por Cochise César O Sol descia no horizonte incendiando as plantações de cana e abacaxi que passavam pela janela do ônibus. Ainda era sábado, ia dormir em Icém, na casa da avó. — Oi, Roberta. — Aparecida respondeu ao telefone animada como sempre — Estava esperando você ligar.— Oi, Cida, — Roberta sussurrava ao telefone com medo de ser ouvida no quarto ao lado — eu queria saber se vai ter pechincha amanhã.— Sim, mas as coisas do Ronaldo não vão para lá. — Como voltar para casa… Em…
    • por Cochise César — Como está o pai? — perguntou assim que a avó fechou a porta. — Fui lá anteontem. — ela parecia mais velha que antes, mais cansada que antes; derrotada — O juiz ainda não decidiu se ele vai pro pinel, se pode vir pra casa ou se continua lá. — Mas já fez três meses que ele está lá. — respondeu indignada. — Eu sei, minha filha. — Beatriz suspirou antes de repetir — Eu sei… — Desculpa, vó, é que… — Roberta começou, mas foi interrompida. — Você é…
    • por Deleites É provável que você ache os valores sugeridos como gorjeta muito baixos, (e se acha, por favor doe mais) mas, na verdade, representam mais que o que boa parte dos escritores recebe normalmente. Do preço de capa de um livro, o autor costuma ganhar de 10 a 20%. Ou seja, para um livro que custa R$ 70,00, o autor recebe de 7 a 14 reais. Digamos que esse livro tenha algo como 30 mil palavras, ou seja, em torno 120 páginas. Na melhor das hipóteses, quando você compra o livro, está dando 47 centavos…
    • por Cochise César O porta-retratos mostrava os três em Aparecida, Agda é católica, felizes. A foto tinha quatro meses, pouco antes da tempestade começar. “Todos os demônios estão aqui”, repetiu o trecho. Não era o melhor humor do mundo para a primeira visita aos velhos amigos e Beatriz percebeu. — Até parece que vai visitar um túmulo. — Ela resmungou enquanto tirava o misto do tostador. — Eles vão perguntar como eu estou. — Roberta respondeu desanimada. — E você não pode responder isso?…
    • 1877 — Guarantã – Canto Último: o mito da morte do guerreiro Capa
      por Cochise César um guerreiro triste guarda sua explosão em uma prateleira talvez a use provável não. Guarantã, guerreiro triste não veste mais a máscara de apocalipse guerreia um tanto, chora um tanto carrega derrotas, e derrotas, e derrotas... Guarantã procura a tribo dos que não se rendem dos que nunca aceitam dos que não escapam à sina Guarantã, era bem nascido, e foi como os demais, feliz. Depois, veio o mau destino, o mau gênio da vida... Guarantã sonhava ser químico então foi descoberto pelo…
    • 7 dias — Lagarta Tardia Capa
      por Cochise César na Formidável Fealdade Roliça Inchada Insone sem osso mas epitelial espinho Sorve Serve o ácido só o ácido sustém a estase só o ácido mantém a espera só o Ácido o Nada o Vício só o ácido afasta o abismo Vem de enlevo fino ovo findo o gesto improvável estatística Viva em tudo eterno retorno nascida fome insaciável vírus consumir beleza seiva viço guardar riqueza aguardado instante em futuro incerto de certeza plena virar do avesso vestir beleza guardar o ácido o ranço o vício para o…
    • 1/0 — Para M Capa
      por Cochise César “Todos os poetas do mundo falam de amor” E eu?                     se seu sorriso me espanta palavras                     o silêncio                     meu…
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