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    Cochise César

    O criador do Deleites.
    Histórias 2
    Capítulos 28
    Palavras 13,2 K
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    Leitura 1 hora, 5 minutos1 h, 5 m
    • por Cochise César Ia ignorar o cheiro de cigarro no banheiro, todo mundo sabe que tem gente que fuma escondida nos banheiros, estava pronta para voltar para casa, mas o all star vermelho com desenhos sob a porta era inconfundível. — Pâmela? — perguntou como apresentação. — Vai embora, novata. — ela ordenou como resposta. “Novata? Quem fala assim no dia a dia?”, Roberta se perguntou, mas respondeu um “tudo bem” Pâmela conseguia se encaixar em praticamente todos os clichês de adolescente…
    • por Cochise César Não tinha sido difícil ficar para arrumar a sala com Arthur. Stephany saiu antes dele terminar a fala de encerramento das atividades e Pâmela foi imediatamente atrás. Os outros não demoraram. — O que há entre a Pâmela e a Stephany? — Roberta perguntou, apesar de querer perguntar mesmo é o que havia entre ele e Pâmela. — Dano colateral — ele respondeu enquanto embalava o resto dos biscoitos, sem alterar o tom de voz — Pâmela faz de tudo para me irritar tem um tempo. Acaba que a…
    • por Cochise César — Uma interpretação comum d'A Tempestade é de Miranda como um arquétipo da descoberta da adolescência, do amor romântico… Aliás, Shakespeare é um dos primeiros a falar do amor romântico, junto com Dante. — Arthur colocou, para não deixar o debate morrer em meio a uma pausa. — Mas não é improvável que um jovem se identifique com Próspero, por exemplo. — Roberta finalmente fez a grande questão do seu fim de semana. — Não, claro, — Stephany, uma garota do teatro, retrucou…
    • por Cochise César O porta-retratos mostrava os três em Aparecida, Agda é católica, felizes. A foto tinha quatro meses, pouco antes da tempestade começar. “Todos os demônios estão aqui”, repetiu o trecho. Não era o melhor humor do mundo para a primeira visita aos velhos amigos e Beatriz percebeu. — Até parece que vai visitar um túmulo. — Ela resmungou enquanto tirava o misto do tostador. — Eles vão perguntar como eu estou. — Roberta respondeu desanimada. — E você não pode responder isso?…
    • por Cochise César — Claro. Podem ficar até com tudo. — Cida respondeu indignada. — Sua mãe fez uma coisa muito errada em me dar tudo isso. — Ela está muito triste… — Roberta defendeu Agda no automático. — Meu filho também fez uma coisa muito errada com ela, — Beatriz interrompeu com voz suave — entendo ela estar com raiva. Mas dois erros… — Não fazem um acerto. — Cida completou. — Vou separar só umas coisas; quarta vou à Catanduva e pergunto o que ele quer guardar. — Beatriz…
    • por Cochise César — Como está o pai? — perguntou assim que a avó fechou a porta. — Fui lá anteontem. — ela parecia mais velha que antes, mais cansada que antes; derrotada — O juiz ainda não decidiu se ele vai pro pinel, se pode vir pra casa ou se continua lá. — Mas já fez três meses que ele está lá. — respondeu indignada. — Eu sei, minha filha. — Beatriz suspirou antes de repetir — Eu sei… — Desculpa, vó, é que… — Roberta começou, mas foi interrompida. — Você é…
    • 3ª edição revista e ampliada — Pequenas esperanças humanas Capa
      por Cochise César Sem anjos salvadores que nos salvem, filosofias do absoluto que garantam. Nós, falhos, frágeis e franzinos; humanos, humildes e humilhados, tecemos nossas pequenas esperanças. Não maiores que nós, não clarões que rasgam a madrugada; chamas tíbias, bruxuleantes sob o vento na escuridão. Pequenas esperanças humanas, criadas por nós, que dependem de nós, que nós podemos alcançar. As únicas que podem nos…
    • Duas horas — A Pele Capa
      por Cochise César A pele exige o toque.                                      Quer pele contra si…
    • 6º de distância — Mapas Capa
      por Cochise César cidades são feitas de esquinas metáfora materializada das escolhas e, pequeno nessas ruas mapeadas, não sei se me acolhe ou amedronta me gasto nas ruas, me ralo no asfalto deixar como almíscar o suor,             como oferenda o sangue,             como pixo as lágrimas, me acabo em fazer da cidade humana me imprimo, tinta, nas folhas cada vez mais sujas em que está impresso o…
    • Linha 47, Bandeiras/Pasárgada – via Fundão — Os Amigos do Rei Capa
      por Cochise César Nas ruas de Pasárgada os nóias latrocinam os amigos do rei. Nos quartos de Pasárgada as mulheres que não querem são obrigadas a deitar com os amigos do rei. Nas festas de Pasárgada o doce é caro e ruim, menos para os amigos do rei. Nas fábricas de Pasárgada o povo trabalha triste para os alegres amigos do rei. Mas, entre as frestas de Pasárgada, o refugo humano desprezado pelos amigos do rei, pixa o muro: “Os poetas não são amigos do…
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